Alguém seleciona bem as
palavras antes de falar com o próprio chefe. Confere se está
apresentável diante do espelho. E no momento em que é ouvida,
preserva-se alerta para não esbarrar em descortesia no tema corrente.
"Ora,
mas isso não significa que essa pessoa tenha respeito pelo chefe",
alguém deve dizer. E é verdade, entre o ''temido'' e o ''amado'', talvez
o suposto chefe tenha conseguido fincar no coração desta pessoa a
bandeira da primeira opção — o que também não quer dizer que tal
personagem não estime valor àquela autoridade ou ao espaço em que ela se
enraíza.
Repara-se assim, e voltamos agora mais aclarados ao
início, que uma pessoa que se dispôs a falhar com você, em nenhum
momento deu juízo às consequências que poderia sofrer: ou porque os
limites não foram bem especificados, e ela não pôde temê-los; ou porque é
indiferente à sua participação na vida dela e, portanto, não o
valoriza.
Em suma, uma pessoa que não pode se permitir errar,
revisará suas atitudes para que nem mesmo ocorra ambiguidades no trato.
Geralmente não por recear o castigo do afastamento, mas porque a mera
possibilidade de prejudicar aquele que ela valoriza parece-lhe
insuportável.
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