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sexta-feira, 19 de março de 2021

A república de Platão - Documentário Dublado

 

A República é o segundo diálogo mais extenso de Platão (428-347 a.C.), composto por dez partes (dez livros) e aborda diversos temas como: política, educação, imortalidade da alma, etc. Entretanto, o tema principal e eixo condutor do diálogo é a justiça. No texto, Sócrates (469-399 a.C.) é o personagem principal, narra em primeira pessoa e é responsável pelo desenvolvimento das ideias. Essa é a principal e mais complexa obra de Platão, onde estão presentes os principais fundamentos de sua filosofia. 

 A República (Politeia) idealizada pelo filósofo se refere a uma cidade ideal, chamada de Kallipolis (em grego, "cidade bela"). Nela, deveria ser adotado um novo tipo de aristocracia. Diferente da aristocracia tradicional, baseada em bens e na tradição, a proposta do filósofo é que esta possua como critério o conhecimento. A Kallipolis estaria dividida em estratos sociais baseados no conhecimento e seria governada pelo "rei-filósofo". 

Os magistrados, responsáveis pelo governo da cidade, seriam aqueles que possuíssem uma aptidão natural para o conhecimento, e, somente após um longo período de formação, estariam preparados para ocupar os devidos cargos. Esse sistema de governo é chamado de sofocracia, que vem das palavras gregas sophrós (sábio) e kratia (poder) e é representado como "o governo dos sábios". Papiro encontrado no Egito com trechos da República de Platão

quarta-feira, 3 de março de 2021

Todo engano será culpa sua.

 


Sempre tive uma concepção dividida sobre essa frase. Até porque a percepção primária sobre um indivíduo pode ser determinada pela anteface que este escolheu para se apresentar.


Mas ao reler recentemente a obra “Meditações” de Marco Aurélio, pude fixar minha atenção em um trecho que acabou ficando no fundo do meu esquecimento, e que agora presente, trago à superfície para que juntos possamos analisá-lo.


“Do mesmo modo que se concebe a ideia do que são carnes e alimentos deste tipo dizendo, por exemplo, este é o cadáver de um peixe, aquele é o cadáver de uma ave, ou de um porco; e, por outro lado, referindo-se ao Falerno (vinho famoso da região de Falerno) como o mísero suco de um bago de uva; que a toga pretexta (vestimenta exclusiva da classe social superior de Roma) é pelo de ovelha umedecido com sangue de um molusco; e referindo-se à relação sexual como a fricção de uma pequena víscera, e à ejaculação a excreção de um bocado de muco acompanhado de certo espasmo, deves conceber o que se segue: conforme o exemplo dessas ideias, que atingem as coisas que lhes são pertinentes, penetram-nas e fazem ver aquilo que são, deves agir no desenrolar da totalidade de tua vida; e sempre que as coisas se mostrarem a ti demasiado merecedoras de confiança, põe essas coisas a nu, conscientiza a ti do escasso valor que têm e despoja-as da história que as envolve e que as torna dignas de tanto respeito. Com efeito, essa fumaça de respeitabilidade é terrivelmente enganadora; e é quando julgas estar dedicando o máximo de atenção às coisas sérias que se aproxima para te enfeitiçar ao máximo.”



Nossa percepção é a todo instante refém dos fingimentos. E o que alavanca a dissimulação é o interesse de pastorear essas impressões para o extremo mais conveniente.


É por isso que as pessoas que conhecemos deixam de ser as mesmas do primeiro instante. Ninguém sustenta uma máscara por muito tempo, mas indubitavelmente, toda máscara é mantida por mais tempo do que deveria graças a nossa expectativa.

A expectação é a própria dissimulação em nós. Projetamos nas coisas o que desejamos que elas sejam, e muitas vezes até livre do fingimento alheio, somos vítimas da ilusão que secretamente tecemos.

Portanto, tudo pode ser maior ou menor, pior ou melhor do que nossa visão determinante julga ser. Isto é, as relações, vícios, impressões e virtudes, não devem ser consideradas honestas, insuperáveis, cordiais e indestrutíveis até que as desmontemos em sua forma de origem, longe do que nos é conveniente.

Você pode estar enfrentando algo menor e se relacionando com algo muito maior do que imagina — mas o contrário também é uma hipótese, e se você não se propor a descobrir, todo engano será culpa sua.

 https://www.instagram.com/peronore/

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Apenas tome distância


 

"Mas você acha que vai conseguir conciliar isso tudo?"

 "Não é melhor deixar pro ano que vem, quando estaremos mais tranquilos?"

 "E se não der certo, vai fazer o que da vida?"

 "Não sou pessimista, sou realista. É diferente."

 "Você sabe que as pessoas falam. Tem gente na família, não vou dizer quem, falando que você só quer se aparecer."

 "É um péssimo negócio, cara. Tenho um amigo que comprou um desse. Não é nada econômico. Só deu dor de cabeça."

 "Não sei por que gastar tanto dinheiro num carro se outro mais barato te levaria daqui pra lá do mesmo jeito."

 "Pra que uma casa tão grande assim? Prefiro a minha, é pequena, mas aconchegante."

 

Quantas dessas frases você já teve o desprazer de escutar?

 Perceba que elas foram organizadas em ordem crescente no itinerário dos objetivos, e do começo ao fim, ainda que os comentários sejam diferentes, a intenção de diminuir por trás deles é a mesma — e nunca muda.

 

O falso realismo vem das pessoas mais próximas, e por não imaginarmos que cônjuges, familiares ou amigos seriam capazes de sentir inveja, acolhemos essas opiniões como se fossem conselhos para o nosso “próprio bem”.

 Mantenha por perto pessoas que abracem suas ideias, que estejam dispostas a cair e se levantar, descobrindo por meio da tentativa e do erro, o que é o melhor a se fazer.

 Aqueles com os pés no chão são importantes para manter seu equilíbrio, mas quando todos os palpites começam a possuir o mesmo cunho negativo, é hora de testar sua veracidade por conta própria e tentar agir sem eles.

 O ideal é que você receba conselhos só quando pedir, e que à sua disposição existam especialistas “neutros” com quem você possa se aconselhar sem que haja qualquer espécie de sentimento envolvido na mensagem.

 A inveja se prolifera em quem menos esperamos e se esconde sempre atrás das mesmas justificativas.

 Não fique tentando entender o porquê, quem sente, dificilmente assume pra si mesmo.

 Apenas tome distância,

é o melhor que você pode fazer.

 

https://www.instagram.com/peronore/

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Não Importa Quantas Vezes Você Seja Derrotado Levante - Motivação

 

 

Você não vai acreditar nisso, mas você costumava caber bem aqui. . Eu o segurava bem alto e dizia para sua mãe, 'Este garoto será o melhor garoto do mundo. Este garoto um dia será alguém melhor do que qualquer pessoa que eu conheci na minha vida.' E você cresceu maravilhosamente bem. Foi ótimo te acompanhar, cada dia era um privilégio. Então chegou a hora de você crescer e se tornar o dono de seu próprio nariz, de enfrentar o mundo, e você o fez. Mas em algum momento ao longo do caminho, você mudou. Você deixou de ser você mesmo. Você deixou que as pessoas colocassem o dedo na sua cara e dissessem que você não é bom o suficiente. E quando as coisas ficaram difíceis, você começou a procurar alguma coisa para culpar, como uma grande sombra

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Estratégia da confiança


 

Comumente utilizada para a obtenção de confiança, essa estratégia pode ser operada de duas maneiras:

 1) Através da verdade:

 O emissor expõe um fato particular verdadeiro, porém não tão grave quanto ele diz ser.

 • Como ocorre: perguntando se pode confiar em você, é confidenciado um acontecimento que geralmente outras pessoas já até escutaram, ou, que não teria tanto problema assim caso houvesse um vazamento.

 2) Através da mentira:

 Com muito custo, o emissor confessa um episódio fictício e de grande peso através de um teatro de consequências.

 • Como ocorre: criando uma atmosfera de curiosidade e urgência, abre-se um questionamento moral que provoca a reputação ao indagar se você é apto ou não para ouvir o segredo. Após alguma demora, o confidente revela o episódio dramático com ares de recompensa; mas ainda sob fortes exigências de que você não deve contá-lo a ninguém.

 Independente de como são tramadas, as duas técnicas se afunilam na intenção de criar afinidade e retirar algo confidencial da vítima. O ato assemelha-se ao repasse da cédula falsa.

 Em suma, é como se você ficasse em posição de devedor e sentisse a necessidade de retribuir o gesto de confiança com uma confissão também. Nisso, ocorre a troca da informação inautêntica pela informação de valor, e apenas um lado sai ganhando.

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